Abri as portas da ilusão
e deixei-me por ela arrastar
na esteira de um vento irreal
cruzando planícies dormentes
num sonho em gestação
Fui sopro rebelde nos ares
dancei em montanhas douradas
e afaguei as folhas das árvores
envolvidas por chuva outonal
arrastadas nas águas tombadas
Imbuída nas nuvens velozes
fui lágrima perdida nos ares
percorri distâncias sem nome
alcancei os limites dos mares
e verti-me em silêncio e em paz
Serenamente a ilusão esmorece
no repousar do vento e das chuvas
entrelaçada em memórias distantes
de momentos gravados nas cinzas
dos tempos tecidos nas brumas
JCE 12/2010
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sábado, 18 de dezembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
EM SILÊNCIO PARTO ...
Gota a gota vou marcando o meu percurso
neste rio de silêncio que me acolhe
e me aconchega num abraço repousante
São as gotas vertidas do meu ser
que alimentam o silêncio murmurante...
... e em silêncio parto, sem hesitação,
indiferente ao que deixo e abandono
já esbatido na distância da ilusão...
JCE 10/2010
neste rio de silêncio que me acolhe
e me aconchega num abraço repousante
São as gotas vertidas do meu ser
que alimentam o silêncio murmurante...
... e em silêncio parto, sem hesitação,
indiferente ao que deixo e abandono
já esbatido na distância da ilusão...
JCE 10/2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
MÁSCARA
Sorris
com o encanto fremente
da sedução irreverente
numa ilusão patente
de conquista premente
Encontras eco nos olhares
suspirantes e rendidos
à personagem criada
que te reveste o ser
Chega a hora do silêncio
solitário e penetrante
em que tiras as roupagens
do teu eu imaginado
Cai a máscara encantada
quando o espelho indiferente
te devolve uma imagem
nua, agreste e feroz
do subsolo da alma
Nesse instante gelado
sorris para o reflexo
que te olha com tristeza
sem te reconhecer
JCE 10/2010
com o encanto fremente
da sedução irreverente
numa ilusão patente
de conquista premente
Encontras eco nos olhares
suspirantes e rendidos
à personagem criada
que te reveste o ser
Chega a hora do silêncio
solitário e penetrante
em que tiras as roupagens
do teu eu imaginado
Cai a máscara encantada
quando o espelho indiferente
te devolve uma imagem
nua, agreste e feroz
do subsolo da alma
Nesse instante gelado
sorris para o reflexo
que te olha com tristeza
sem te reconhecer
JCE 10/2010
domingo, 24 de outubro de 2010
PEGADAS
Gravei nas areias molhadas
as pegadas da minha passagem
naquele instante de vida
Por momentos ficou escrita
a marca da minha presença
estendida pela praia
como um trilho de pertença
Inspirei a maresia
inundando os meus sentidos
com a vastidão do mar
A maré cresceu nas ondas
que se ergueram confiantes
invadindo o areal
com o seu abraço salgado
de água e espuma brilhantes
Sobrou a imagem esmorecida
das sombras de uma passagem
nos contornos das pegadas,
nos momentos que gravei
nas areias da praia distante
e nos fios de um tempo indiferente
O mar apagou as marcas
da minha presença fugaz ...
JCE 10/2010
as pegadas da minha passagem
naquele instante de vida
Por momentos ficou escrita
a marca da minha presença
estendida pela praia
como um trilho de pertença
Inspirei a maresia
inundando os meus sentidos
com a vastidão do mar
A maré cresceu nas ondas
que se ergueram confiantes
invadindo o areal
com o seu abraço salgado
de água e espuma brilhantes
Sobrou a imagem esmorecida
das sombras de uma passagem
nos contornos das pegadas,
nos momentos que gravei
nas areias da praia distante
e nos fios de um tempo indiferente
O mar apagou as marcas
da minha presença fugaz ...
JCE 10/2010
ONDAS DE INQUIETAÇÃO
Sinto ondas de inquietação
a crescerem lentamente
no meu âmago dormente
como insupeita nascente
prestes a brotar do chão
As palavras caladas acordam
e ansiosas procuram
encontrar novas formas
de abraçar os vazios informes
nos acabrunhados silêncios
expectantes na penumbra
Pouco a pouco ganham vida
numa premonição de sentido
conduzindo o pensamento
para um novo rumo rompido
Sinto ondas de inquietação
encher-me a alma de som
com as palavras já criadas
numa breve inspiração
Afinal foi a palavra
renegada no meu íntimo
que criou novas imagens
irreais (ou algo mais?)
Expurgada a inquietação
nestas linhas onde escrevo
encontro novos alentos
para criar as molduras
de sorrisos e lamentos
JCE 10/2010
a crescerem lentamente
no meu âmago dormente
como insupeita nascente
prestes a brotar do chão
As palavras caladas acordam
e ansiosas procuram
encontrar novas formas
de abraçar os vazios informes
nos acabrunhados silêncios
expectantes na penumbra
Pouco a pouco ganham vida
numa premonição de sentido
conduzindo o pensamento
para um novo rumo rompido
Sinto ondas de inquietação
encher-me a alma de som
com as palavras já criadas
numa breve inspiração
Afinal foi a palavra
renegada no meu íntimo
que criou novas imagens
irreais (ou algo mais?)
Expurgada a inquietação
nestas linhas onde escrevo
encontro novos alentos
para criar as molduras
de sorrisos e lamentos
JCE 10/2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
ASAS ALTANEIRAS
Pequenos montículos
de rochas solitárias
bordejando a foz do rio
dão guarida às aves marinhas
num breve e desperto repouso ...
... até ao momento
da partida esvoaçante
rumo a novas distâncias
conquistadas ao vento mordaz
Asas altaneiras
planando na imensidão
do espaço aberto dos céus
imagem sublime
da liberdade sonhada
JCE 10/2010
de rochas solitárias
bordejando a foz do rio
dão guarida às aves marinhas
num breve e desperto repouso ...
... até ao momento
da partida esvoaçante
rumo a novas distâncias
conquistadas ao vento mordaz
Asas altaneiras
planando na imensidão
do espaço aberto dos céus
imagem sublime
da liberdade sonhada
JCE 10/2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
INQUIETAÇÃO
Abrasa-me o veneno
das linhas em branco da inspiração
Divago ao som das letras marteladas
com as presas da raiva cravadas
na macia carne das emoções
Alimento-me de palavras libertas
em catarses arrancadas das sombras
que me enchem a alma
como lamentos cuspidos
por uma multidão incógnita
Solto gritos mudos
no aconchego da noite fria
Desnudo-me numa torrente de inquietação
sem supremacia
nem alívio
Divago ao som das letras marteladas
e esquecidas
na voragem da indiferença
JCE 10/2010
das linhas em branco da inspiração
Divago ao som das letras marteladas
com as presas da raiva cravadas
na macia carne das emoções
Alimento-me de palavras libertas
em catarses arrancadas das sombras
que me enchem a alma
como lamentos cuspidos
por uma multidão incógnita
Solto gritos mudos
no aconchego da noite fria
Desnudo-me numa torrente de inquietação
sem supremacia
nem alívio
Divago ao som das letras marteladas
e esquecidas
na voragem da indiferença
JCE 10/2010
domingo, 10 de outubro de 2010
FOLHAS MORTAS
Cinzentos dias de Outono
iluminados
pelo sorriso de um olhar
reflectido nas cores quentes
das folhas
que abandonam o abraço das árvores
sem destino,
sem propósito
Confortante imagem esbatida
pela crescente inquietação
que transborda
nas margens vencidas
da alma encolhida
como um prenúncio gritante
de um Outono sem luz
Alinhamento fortuito
de uma estação moribunda?
Apenas folhas mortas
transportadas no seio do vento
sem esplendor
nem confluências
só incertezas ...
JCE 10/2010
iluminados
pelo sorriso de um olhar
reflectido nas cores quentes
das folhas
que abandonam o abraço das árvores
sem destino,
sem propósito
Confortante imagem esbatida
pela crescente inquietação
que transborda
nas margens vencidas
da alma encolhida
como um prenúncio gritante
de um Outono sem luz
Alinhamento fortuito
de uma estação moribunda?
Apenas folhas mortas
transportadas no seio do vento
sem esplendor
nem confluências
só incertezas ...
JCE 10/2010
sábado, 2 de outubro de 2010
FUGAZES SENSAÇÕES
Deambulo
pelos indolentes dias
parados
nas paisagens repetidas
de olhares turvos
na distância
Absorvo
as fugazes sensações
de bonomias
inventadas
em retalhos
de momentos
roubados
na silhueta das horas
O sonho tem os contornos
dos amanhãs
adormecidos
nas águas
que ainda não viram a nascente
Subtilmente
deixo-me submergir ...
JCE 09/2010
pelos indolentes dias
parados
nas paisagens repetidas
de olhares turvos
na distância
Absorvo
as fugazes sensações
de bonomias
inventadas
em retalhos
de momentos
roubados
na silhueta das horas
O sonho tem os contornos
dos amanhãs
adormecidos
nas águas
que ainda não viram a nascente
Subtilmente
deixo-me submergir ...
JCE 09/2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
INTRUSÃO
Sentiste a minha intrusão
nos recantos da tua alma
quando os meus olhos sorriram
aflorando o teu olhar?
Foi nesse mágico instante
que descobriste o caminho
dos desejos inatingivéis
das vontades irrealizáveis
das escaladas incontroláveis
dos voos inolvidáveis
e das paixões supremas
Sentiste a minha intrusão
nos teus sonhos mais profundos
quando a minha boca tocaste
com os teus lábios de mel?
Foi nesse instante divino
que surgiu um novo mundo
onde nos aventurámos
com as almas enlevadas
e os corpos em fusão
inventando passo a passo
o caudal das sensações
nos limites das presenças,
nos meandros das ausências
Sentes a minha intrusão
nas tuas imagens dos dias
que ambos faremos nascer?
JCE 09/2010
nos recantos da tua alma
quando os meus olhos sorriram
aflorando o teu olhar?
Foi nesse mágico instante
que descobriste o caminho
dos desejos inatingivéis
das vontades irrealizáveis
das escaladas incontroláveis
dos voos inolvidáveis
e das paixões supremas
Sentiste a minha intrusão
nos teus sonhos mais profundos
quando a minha boca tocaste
com os teus lábios de mel?
Foi nesse instante divino
que surgiu um novo mundo
onde nos aventurámos
com as almas enlevadas
e os corpos em fusão
inventando passo a passo
o caudal das sensações
nos limites das presenças,
nos meandros das ausências
Sentes a minha intrusão
nas tuas imagens dos dias
que ambos faremos nascer?
JCE 09/2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
BRILHANTES MANHÃS
Desperto os sentidos
para as brilhantes manhãs
deste início de estação,
adornadas com véus
de neblinas,
fugazes cortinas
de gotejante assombramento,
encobrindo os apelos
indistintos
dos horizontes encravados
na distância
Aspiro a frescura das horas novas
emudecidas pela luz
deflectida
na superfície espelhada das águas
Sinto o regresso do Outono,
dos seus dias de amadurecidas belezas,
das frementes e saudosas cores quentes,
num ansiado reencontro
com o tempo
da contemplativa serenidade
JCE 09/2010
para as brilhantes manhãs
deste início de estação,
adornadas com véus
de neblinas,
fugazes cortinas
de gotejante assombramento,
encobrindo os apelos
indistintos
dos horizontes encravados
na distância
Aspiro a frescura das horas novas
emudecidas pela luz
deflectida
na superfície espelhada das águas
Sinto o regresso do Outono,
dos seus dias de amadurecidas belezas,
das frementes e saudosas cores quentes,
num ansiado reencontro
com o tempo
da contemplativa serenidade
JCE 09/2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
ÊXTASE
Infindável …
assim sinto o teu êxtase
reverberante
vibrante
com laivos de loucura
quase dolorosa
quase colapsante
O meu toque incendeia-te
numa torrente
exasperante
de sabores suados
e aromas lascivos
em crescendo …
Suplicas-me
nos teus gemidos
que não pare, que te sacie
o desejo incontrolável
que te invade
o corpo incandescente
reluzente
de prazer
Saboreio-te docemente
em incursões delineadas
na tua pele sedosa,
humedecida
exploro o teu sentir
gotejante
diluído no meu delírio
que cresce
numa escalada sincopada
com o teu corpo arqueado
em espasmódica extensão
como se procurasses
agarrar
um momento intemporal
Sentes a chegada
do momento
ansiado e adiado
como um manto
possessivo
que te enrola e te sufoca
que te faz sentir que morres
em cada segundo esgotado
numa doce luxúria
eternamente renovada
JCE 05/2010
assim sinto o teu êxtase
reverberante
vibrante
com laivos de loucura
quase dolorosa
quase colapsante
O meu toque incendeia-te
numa torrente
exasperante
de sabores suados
e aromas lascivos
em crescendo …
Suplicas-me
nos teus gemidos
que não pare, que te sacie
o desejo incontrolável
que te invade
o corpo incandescente
reluzente
de prazer
Saboreio-te docemente
em incursões delineadas
na tua pele sedosa,
humedecida
exploro o teu sentir
gotejante
diluído no meu delírio
que cresce
numa escalada sincopada
com o teu corpo arqueado
em espasmódica extensão
como se procurasses
agarrar
um momento intemporal
Sentes a chegada
do momento
ansiado e adiado
como um manto
possessivo
que te enrola e te sufoca
que te faz sentir que morres
em cada segundo esgotado
numa doce luxúria
eternamente renovada
JCE 05/2010
domingo, 19 de setembro de 2010
ORÁCULO
Paisagens ensombradas
por pegadas ancestrais,
marcas assaz duradouras
de profecias vindouras,
reluzentes odisseias
aguardadas pelos crentes
em súplicas subjacentes
ao sentido de uma vida
replicada em muitas mais
Expectativas lavradas
em sinais adivinhados
nos viscerais resíduos
perfumadas pelo fogo
transmutados em negrume
Regojizos e pavores
são lançados sobre o espírito
numa dança esfumeante
de transes milenares
para gáudios inconfessos
de enganosos profetas
Sobre as cinzas de visões
jazem medos e fortunas
de incertezas e ânsias
subjugadas aos destinos
falhados por inércia
Insurgem-se as vontades indómitas
revelam-se os crentes no Homem
esmorecem os repetidos pregões
de esboroados e vencidos dogmas
Respira-se um novo tempo
liberto de fumos icónicos
alicerçado na obra
dos construtores de futuros
JCE 09/2010
por pegadas ancestrais,
marcas assaz duradouras
de profecias vindouras,
reluzentes odisseias
aguardadas pelos crentes
em súplicas subjacentes
ao sentido de uma vida
replicada em muitas mais
Expectativas lavradas
em sinais adivinhados
nos viscerais resíduos
perfumadas pelo fogo
transmutados em negrume
Regojizos e pavores
são lançados sobre o espírito
numa dança esfumeante
de transes milenares
para gáudios inconfessos
de enganosos profetas
Sobre as cinzas de visões
jazem medos e fortunas
de incertezas e ânsias
subjugadas aos destinos
falhados por inércia
Insurgem-se as vontades indómitas
revelam-se os crentes no Homem
esmorecem os repetidos pregões
de esboroados e vencidos dogmas
Respira-se um novo tempo
liberto de fumos icónicos
alicerçado na obra
dos construtores de futuros
JCE 09/2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
SE UM DIA …
Se um dia eu perceber
o sentir por ti forjado
olharei para novas nuvens,
rasgarei as neblinas,
e as auroras intangíveis,
procurando explicação,
ou um traço da razão,
que me fez olhar o mar
sem te ver nele a brilhar
Se um dia eu vislumbrar
as rugas da tua dor
abrirei novas fronteiras,
com passadas sem temor
nas paisagens abrasantes,
repletas de brilhantes
lágrimas sem fim, perdidas
por amor da tua entrega
Se um dia eu encontrar
as virtudes que te moldam
na pessoa que tu és
esboçarei um quadro eterno
de flamejante ardor,
e beleza transcendente,
que guardarei só para mim
na dimensão de um sonho puro
Se um dia
a tua alma eu conhecer …
JCE 09/2010
o sentir por ti forjado
olharei para novas nuvens,
rasgarei as neblinas,
e as auroras intangíveis,
procurando explicação,
ou um traço da razão,
que me fez olhar o mar
sem te ver nele a brilhar
Se um dia eu vislumbrar
as rugas da tua dor
abrirei novas fronteiras,
com passadas sem temor
nas paisagens abrasantes,
repletas de brilhantes
lágrimas sem fim, perdidas
por amor da tua entrega
Se um dia eu encontrar
as virtudes que te moldam
na pessoa que tu és
esboçarei um quadro eterno
de flamejante ardor,
e beleza transcendente,
que guardarei só para mim
na dimensão de um sonho puro
Se um dia
a tua alma eu conhecer …
JCE 09/2010
domingo, 5 de setembro de 2010
GOTAS DE SILÊNCIO
Imerso na quietude da solidão
abraço a dureza do silêncio
para nele me encontrar,
para nele me perdoar
Oblívio sentimento de paz
serenidade incapaz
de ser contida nas palavras
Esquecimento dos momentos
de um tempo sem memória
escorraçados pela alma
fustigada
num virar costas ao passado
arrojado
e lamentado
pela perda
inominável
Sôfrego
saboreio o silêncio
gota a gota
inebriante
num adormecer dos sentidos
que me lava as cicatrizes
gravadas no meu ser
No silêncio das palavras
ouço o eco do teu querer
JCE 09/2010
abraço a dureza do silêncio
para nele me encontrar,
para nele me perdoar
Oblívio sentimento de paz
serenidade incapaz
de ser contida nas palavras
Esquecimento dos momentos
de um tempo sem memória
escorraçados pela alma
fustigada
num virar costas ao passado
arrojado
e lamentado
pela perda
inominável
Sôfrego
saboreio o silêncio
gota a gota
inebriante
num adormecer dos sentidos
que me lava as cicatrizes
gravadas no meu ser
No silêncio das palavras
ouço o eco do teu querer
JCE 09/2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
SENTIR DO ÉDEN
Tenho entranhado no corpo
o odor flutuante
da tua pele
que se espalhou
inebriante
na suave claridade
que afaga o leito
onde te tive,
onde me dei
num quarto pejado
de paixão e ardor,
incapaz de conter
a explosão do nosso querer,
aflorei as sensações
do teu sentir de mulher
descobri meu corpo
em ti
inverti teu corpo
em mim
na penumbra projectada
pela janela onde o luar
se estreitou
e se espraiou
seria assim
o sentir do Éden?
Fechei a porta do quarto
encerrei nele o luar,
o odor da paixão,
o ardor.
Retive nele
as memórias de ti.
JCE 05/2010
o odor flutuante
da tua pele
que se espalhou
inebriante
na suave claridade
que afaga o leito
onde te tive,
onde me dei
num quarto pejado
de paixão e ardor,
incapaz de conter
a explosão do nosso querer,
aflorei as sensações
do teu sentir de mulher
descobri meu corpo
em ti
inverti teu corpo
em mim
na penumbra projectada
pela janela onde o luar
se estreitou
e se espraiou
seria assim
o sentir do Éden?
Fechei a porta do quarto
encerrei nele o luar,
o odor da paixão,
o ardor.
Retive nele
as memórias de ti.
JCE 05/2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
NOME SEM LETRAS
Vogando pelas rugas dos dias
encontro ligações enredadas
nas miríades de palavras
proferidas
sem intuitos sentidos
Num quotidiano flácido
de clonadas rotinas
o futuro liberta-se em sombras
que se esfumam
sem marcas vividas
Escoando as memórias de mim
em cúbiculos amarfanhados
renego as imagens sonhadas
como pragas de inquietação
Profiro o teu nome sem letras
numa fuga interiorizada
da loucura que tu foste
na minh’alma martirizada
JCE 08/2010
encontro ligações enredadas
nas miríades de palavras
proferidas
sem intuitos sentidos
Num quotidiano flácido
de clonadas rotinas
o futuro liberta-se em sombras
que se esfumam
sem marcas vividas
Escoando as memórias de mim
em cúbiculos amarfanhados
renego as imagens sonhadas
como pragas de inquietação
Profiro o teu nome sem letras
numa fuga interiorizada
da loucura que tu foste
na minh’alma martirizada
JCE 08/2010
MIRAGEM
Ouço ao longe
um lamento prolongado
que transporta todas as memórias
de futuros imaginados,
vislumbrados,
sem substância
nem certezas
Ouço ao longe
as palavras lançadas
com a fúria de uma tempestade
sem dó nem comiseração
penetrantes e sibilantes
como adagas de fogo gelado
Olho em frente e vejo
a serenidade
de dias que se avizinham
sem quiméricas promessas
de paraísos irreais
Ouço ao longe
uma miragem
destruída ...
JCE 07/2010
um lamento prolongado
que transporta todas as memórias
de futuros imaginados,
vislumbrados,
sem substância
nem certezas
Ouço ao longe
as palavras lançadas
com a fúria de uma tempestade
sem dó nem comiseração
penetrantes e sibilantes
como adagas de fogo gelado
Olho em frente e vejo
a serenidade
de dias que se avizinham
sem quiméricas promessas
de paraísos irreais
Ouço ao longe
uma miragem
destruída ...
JCE 07/2010
LEIO-ME NAS TUAS PALAVRAS
Leio as tuas palavras.
Absorvido nos sentidos que por lá abundam
Viajo pelo teu íntimo
Desvendado pela tua inspiração
Desnudado pela tua emoção
Leio as tuas palavras.
Escritas em tons suaves
Perfumadas pela poesia
Depositada gota a gota
No silêncio de quem te lê
Leio as tuas palavras.
Escritas pelos lábios que me sussurram
Numa canção que inventas no momento
E se espalha melodiosamente no meu ser
Qual poema bailando na tua fala
Leio as tuas palavras.
Num frenesim de memórias soltas
Numa torrente de estações passadas
Num enxerto de momentos vividos
Em doce e fugaz recordação
Leio-me nas tuas palavras
Ao falares do sentir que é teu
Transmutado num sentir que é meu
Leio-me nas tuas palavras
Com saudades do futuro que elas encerram
Na promessa de um passado por libertar
JCE 03/2010
Absorvido nos sentidos que por lá abundam
Viajo pelo teu íntimo
Desvendado pela tua inspiração
Desnudado pela tua emoção
Leio as tuas palavras.
Escritas em tons suaves
Perfumadas pela poesia
Depositada gota a gota
No silêncio de quem te lê
Leio as tuas palavras.
Escritas pelos lábios que me sussurram
Numa canção que inventas no momento
E se espalha melodiosamente no meu ser
Qual poema bailando na tua fala
Leio as tuas palavras.
Num frenesim de memórias soltas
Numa torrente de estações passadas
Num enxerto de momentos vividos
Em doce e fugaz recordação
Leio-me nas tuas palavras
Ao falares do sentir que é teu
Transmutado num sentir que é meu
Leio-me nas tuas palavras
Com saudades do futuro que elas encerram
Na promessa de um passado por libertar
JCE 03/2010
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