As palavras hesitam
no abraço das madrugadas do poema.
Deslizam nas linhas nascentes,
fugazes e tímidas,
como uma jovem que se desnuda pela primeira vez
perante o seu desejo.
Palpitante,
o papel aconchega o seu espaço,
para nele acolher o derrame virginal do sentir dos poetas.
Do vazio,
surge sentido,
na recolha dos sentidos,
em silhuetas esboçadas na procura de significados.
O poema é sentir.
Sinto.
JCE 04/2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
TRANSPOSIÇÃO
Sinto o toque das palavras
que resvalam do teu sentimento
... ténues ecos do teu pensamento ...
Desperta em mim a sensação
de que escrevo o teu sentir
subtilmente insinuado
nas imagens que deixo partir
JCE 04/2011
que resvalam do teu sentimento
... ténues ecos do teu pensamento ...
Desperta em mim a sensação
de que escrevo o teu sentir
subtilmente insinuado
nas imagens que deixo partir
JCE 04/2011
LIMBO
Adormeço as tuas angústias
no ar rarefeito das imagens perdidas,
tornadas orfãs,
acolhidas entre pensamentos sem-abrigo,
ectoplasmas translúcidos que povoam os becos perdidos das ilusões
Lá,
deambulam os ecos das almas que se perderam na cegueira da ira.
JCE 04/2011
no ar rarefeito das imagens perdidas,
tornadas orfãs,
acolhidas entre pensamentos sem-abrigo,
ectoplasmas translúcidos que povoam os becos perdidos das ilusões
Lá,
deambulam os ecos das almas que se perderam na cegueira da ira.
JCE 04/2011
terça-feira, 15 de março de 2011
COMO FOI QUE DE NÓS NOS ESQUECEMOS
Como foi que de nós nos esquecemos?
Quando foi que nos deixámos possuir,
por outras emoções,
por outro rir,
que nos distanciou, logo a seguir?
Onde foi, amor, que nos perdemos,
calando os corações?
Poema de VITOR CINTRA, in "Nas Brumas da Magia"
Quando foi que nos deixámos possuir,
por outras emoções,
por outro rir,
que nos distanciou, logo a seguir?
Onde foi, amor, que nos perdemos,
calando os corações?
Poema de VITOR CINTRA, in "Nas Brumas da Magia"
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
FRUTO PROIBIDO
Um murmúrio que desperta os teus anseios
um olhar que te afaga as sensações
um resquício luminoso
de momentos só sonhados ...
um bailado de vontades impossíveis ...
Uma brisa de palavras encerradas
no segredo dos desejos reprimidos
um sabor amargo-doce
nos sorrisos receosos ...
Um sentir inconfessável que te abrasa e te magoa
um suspiro que esmorece ...
... te resigna
... te endoidece
nas batalhas que tu perdes contra ti
ao negares a evidência que te assalta
Um sonho breve ...
arrastado na passagem das areias
e deixado nas pegadas
que se extinguem
com o ritmo da maré ...
JCE 02/2011
um olhar que te afaga as sensações
um resquício luminoso
de momentos só sonhados ...
um bailado de vontades impossíveis ...
Uma brisa de palavras encerradas
no segredo dos desejos reprimidos
um sabor amargo-doce
nos sorrisos receosos ...
Um sentir inconfessável que te abrasa e te magoa
um suspiro que esmorece ...
... te resigna
... te endoidece
nas batalhas que tu perdes contra ti
ao negares a evidência que te assalta
Um sonho breve ...
arrastado na passagem das areias
e deixado nas pegadas
que se extinguem
com o ritmo da maré ...
JCE 02/2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
BASTA-ME A NOITE
Basta-me a noite amor
para o sorriso voltar
depois de perdido andar
nas horas que percorri
em solitário ardor
Basta-me a noite amor
para ver a luz brilhar
e repousar no calor
das conversas ao luar
Basta-me a noite, meu amor
para me pacificar
ao sentir o teu corpo amado
no aconchego dos meus braços
onde ele pertence, enleado
Basta-me a noite amor ...
JCE 02/2011
para o sorriso voltar
depois de perdido andar
nas horas que percorri
em solitário ardor
Basta-me a noite amor
para ver a luz brilhar
e repousar no calor
das conversas ao luar
Basta-me a noite, meu amor
para me pacificar
ao sentir o teu corpo amado
no aconchego dos meus braços
onde ele pertence, enleado
Basta-me a noite amor ...
JCE 02/2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
APENAS SENDO ...
Esqueci-me das ausências
quando me ausentei de ti
Pregões distantes sopraram nas nuvens
as chuvas passaram
e os dias continuaram, nos amanheceres
As noites repousam na tranquilidade
da minha alma
sem memórias de vidas distorcidas
apenas sendo ...
JCE 02/2011
quando me ausentei de ti
Pregões distantes sopraram nas nuvens
as chuvas passaram
e os dias continuaram, nos amanheceres
As noites repousam na tranquilidade
da minha alma
sem memórias de vidas distorcidas
apenas sendo ...
JCE 02/2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
ABSOLVIÇÃO
No raiar de uma nova aurora
despertas para a revelação
da insuportabilidade
no caminho que já trilhaste
soltas uma lágrima incontida
na percepção embaciada
da chegada
ao ponto onde a luz esmorece ...
e refugias-te.
Apagas a lembrança de ti,
abandonas-te
sem reflexão, amordaças as dores
que infligiste em quem escolheu viver-te,
e que te rasgam
no silêncio,
como navalhas acabadas de afiar
[recuas perante as imagens
insidiosas,
invasivas e acusatórias]
mudas de ser,
camisa lavada sobre cinzas,
destroços esmagados pelo peso do erro
que rejeitas
e embrulhas em papel pardo.
Não és mais aquele,
és um novo ser, pujante na confiança encomendada
distante dos pecados que outros sofreram
ignorante das memórias
que te esforças por não ter.
[Nos silêncios temes a ressurreição
nas ausências inventas intenção.]
Recuperas manifestos de felicidade,
receitas de bem-estar “Al punto”,
que incorporas no quotidiano
incorpóreo
repudiando as incursões do sentir,
quando emergem os resquícios
do teu ontem enterrado
passas pelos dias com impaciente sofreguidão
na procura da confortante distância
mas carregas em ti o receio
permanente
do momento em que a escuridão engolfe
o cansaço.
No despertar do teu ser abandonado
(…ignorado…)
(…esquecido…)
(…repudiado…)
encontras-te perante um ”EU”
que te acusa
de encarnares o que não és
enterrando em ti
o que não mais desejas ser.
[Reconheces-te
e não sabes como fazer
para te aceitares
perante ti.]
Num remoinho esquizoide
de revolta sensitiva
ajoelhas a tua vontade,
derrubas a determinação,
pões de rojo a ilusão.
Encetas um novo percurso
com as cinzas do teu Outro
que se confunde
numa mescla de ti
em busca da absolvição.
Na simbiose
do ontem com o não ser
regressas ao ponto da ruptura
e com a alma despida
abres caminho ao futuro
que te aguarda
indiferente às dores que em ti carregas
descobres, sem surpresa,
sem alegria ou tristeza,
que o destino que te acolhe
é seres tu próprio, nada mais ...
[... acolhes em ti o perdão ...]
JCE 02/2011
despertas para a revelação
da insuportabilidade
no caminho que já trilhaste
soltas uma lágrima incontida
na percepção embaciada
da chegada
ao ponto onde a luz esmorece ...
e refugias-te.
Apagas a lembrança de ti,
abandonas-te
sem reflexão, amordaças as dores
que infligiste em quem escolheu viver-te,
e que te rasgam
no silêncio,
como navalhas acabadas de afiar
[recuas perante as imagens
insidiosas,
invasivas e acusatórias]
mudas de ser,
camisa lavada sobre cinzas,
destroços esmagados pelo peso do erro
que rejeitas
e embrulhas em papel pardo.
Não és mais aquele,
és um novo ser, pujante na confiança encomendada
distante dos pecados que outros sofreram
ignorante das memórias
que te esforças por não ter.
[Nos silêncios temes a ressurreição
nas ausências inventas intenção.]
Recuperas manifestos de felicidade,
receitas de bem-estar “Al punto”,
que incorporas no quotidiano
incorpóreo
repudiando as incursões do sentir,
quando emergem os resquícios
do teu ontem enterrado
passas pelos dias com impaciente sofreguidão
na procura da confortante distância
mas carregas em ti o receio
permanente
do momento em que a escuridão engolfe
o cansaço.
No despertar do teu ser abandonado
(…ignorado…)
(…esquecido…)
(…repudiado…)
encontras-te perante um ”EU”
que te acusa
de encarnares o que não és
enterrando em ti
o que não mais desejas ser.
[Reconheces-te
e não sabes como fazer
para te aceitares
perante ti.]
Num remoinho esquizoide
de revolta sensitiva
ajoelhas a tua vontade,
derrubas a determinação,
pões de rojo a ilusão.
Encetas um novo percurso
com as cinzas do teu Outro
que se confunde
numa mescla de ti
em busca da absolvição.
Na simbiose
do ontem com o não ser
regressas ao ponto da ruptura
e com a alma despida
abres caminho ao futuro
que te aguarda
indiferente às dores que em ti carregas
descobres, sem surpresa,
sem alegria ou tristeza,
que o destino que te acolhe
é seres tu próprio, nada mais ...
[... acolhes em ti o perdão ...]
JCE 02/2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
UTOPIA
Um amanhecer indeciso
um acordar fatigado
e a relutância em aceitar
mais um dia desolado
Entre janelas sombrias
e paredes nevrálgicas
enterras o pensamento no nada
e afogas as perdas
no ar gelado
Recusas sair do teu sono
regressas à terra do sonho
onde és feliz sem sentir
onde és criador do devir
Visões de mundos em paz
sem filamentos de ódio
nem despojos de ignomínia
libertos da raiva intestina
sem padecerem de dores
Caminhos iluminados
sem barreiras nem exclusão
palmilhados com prazer
por quantos procuram viver
em perfeita comunhão
e partilha sem temores
Amanhece na terra do sonho
onde a luz é brilhante e macia
e tu sorris com prazer ...
na tua pueril utopia
JCE 01/2011
um acordar fatigado
e a relutância em aceitar
mais um dia desolado
Entre janelas sombrias
e paredes nevrálgicas
enterras o pensamento no nada
e afogas as perdas
no ar gelado
Recusas sair do teu sono
regressas à terra do sonho
onde és feliz sem sentir
onde és criador do devir
Visões de mundos em paz
sem filamentos de ódio
nem despojos de ignomínia
libertos da raiva intestina
sem padecerem de dores
Caminhos iluminados
sem barreiras nem exclusão
palmilhados com prazer
por quantos procuram viver
em perfeita comunhão
e partilha sem temores
Amanhece na terra do sonho
onde a luz é brilhante e macia
e tu sorris com prazer ...
na tua pueril utopia
JCE 01/2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
CADERNO DE POEMAS
Aqui guardo as palavras
que me abraçam, me fustigam e me assombram
palavras desconexas e selvagens
libertas em torrentes imparáveis
Aqui arrumo a minha alma
nos sentidos que encontro nas palavras
que me queimam, me afagam e me espantam,
que me moldam a viagem pela vida
Aqui embrulho o meu amor
em palavras de veludo
acetinado
embebidas no sabor de beijos soltos
que te ofereço em cada olhar
apaixonado
Aqui desnudo o meu sentir
porque aqui as letras ficam mudas
e as palavras adormecem no silêncio
JCE 01/2011
que me abraçam, me fustigam e me assombram
palavras desconexas e selvagens
libertas em torrentes imparáveis
Aqui arrumo a minha alma
nos sentidos que encontro nas palavras
que me queimam, me afagam e me espantam,
que me moldam a viagem pela vida
Aqui embrulho o meu amor
em palavras de veludo
acetinado
embebidas no sabor de beijos soltos
que te ofereço em cada olhar
apaixonado
Aqui desnudo o meu sentir
porque aqui as letras ficam mudas
e as palavras adormecem no silêncio
JCE 01/2011
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