As minhas palavras esgotam-se
na vertigem luminosa das tuas
como paredes esboroadas pelo tempo,
ruínas esquecidas em dunas perdidas ...
Nelas repouso os caminhos sulcados
e as vagas de anseios esculpidos
em sabores de arco-íris fugazes
Ouço os apelos das praias desertas
e dos prados nascidos
nos contrafortes rugosos das serras
Aí, as almas dançam
ao som dos sentidos despertos ...
JCE 06/2011
sábado, 18 de junho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
ACORDAR
Esperas as madrugadas,
lavadas e frescas,
com aromas de despertados desejos
que virão no amanhã
Há um bailado subtil
libertado pelas palavras
num compasso indefinido ...
Na melodia que se insinua
há um acordar de descobertas
abandonadas em horizontes antigos,
como um anseio que se escapa,
na vertigem do teu sentir
JCE, 05/2011
lavadas e frescas,
com aromas de despertados desejos
que virão no amanhã
Há um bailado subtil
libertado pelas palavras
num compasso indefinido ...
Na melodia que se insinua
há um acordar de descobertas
abandonadas em horizontes antigos,
como um anseio que se escapa,
na vertigem do teu sentir
JCE, 05/2011
IMENSO
O olhar contorna o horizonte liquefeito
desse mar que enfeitiça o tempo …
… imenso …
na vastidão verde-água derramada,
no entardecer que se prolonga …
Reflexos ouro-prata refulgem
no abraço das ondas,
adorno de viagens tranquilas
rumo a costas insuspeitas
No marulhar das águas
ecoam pensamentos
largados ao sabor de correntes longínquas ...
JCE, 05/2011
desse mar que enfeitiça o tempo …
… imenso …
na vastidão verde-água derramada,
no entardecer que se prolonga …
Reflexos ouro-prata refulgem
no abraço das ondas,
adorno de viagens tranquilas
rumo a costas insuspeitas
No marulhar das águas
ecoam pensamentos
largados ao sabor de correntes longínquas ...
JCE, 05/2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
SENTIR
As palavras hesitam
no abraço das madrugadas do poema.
Deslizam nas linhas nascentes,
fugazes e tímidas,
como uma jovem que se desnuda pela primeira vez
perante o seu desejo.
Palpitante,
o papel aconchega o seu espaço,
para nele acolher o derrame virginal do sentir dos poetas.
Do vazio,
surge sentido,
na recolha dos sentidos,
em silhuetas esboçadas na procura de significados.
O poema é sentir.
Sinto.
JCE 04/2011
no abraço das madrugadas do poema.
Deslizam nas linhas nascentes,
fugazes e tímidas,
como uma jovem que se desnuda pela primeira vez
perante o seu desejo.
Palpitante,
o papel aconchega o seu espaço,
para nele acolher o derrame virginal do sentir dos poetas.
Do vazio,
surge sentido,
na recolha dos sentidos,
em silhuetas esboçadas na procura de significados.
O poema é sentir.
Sinto.
JCE 04/2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
TRANSPOSIÇÃO
Sinto o toque das palavras
que resvalam do teu sentimento
... ténues ecos do teu pensamento ...
Desperta em mim a sensação
de que escrevo o teu sentir
subtilmente insinuado
nas imagens que deixo partir
JCE 04/2011
que resvalam do teu sentimento
... ténues ecos do teu pensamento ...
Desperta em mim a sensação
de que escrevo o teu sentir
subtilmente insinuado
nas imagens que deixo partir
JCE 04/2011
LIMBO
Adormeço as tuas angústias
no ar rarefeito das imagens perdidas,
tornadas orfãs,
acolhidas entre pensamentos sem-abrigo,
ectoplasmas translúcidos que povoam os becos perdidos das ilusões
Lá,
deambulam os ecos das almas que se perderam na cegueira da ira.
JCE 04/2011
no ar rarefeito das imagens perdidas,
tornadas orfãs,
acolhidas entre pensamentos sem-abrigo,
ectoplasmas translúcidos que povoam os becos perdidos das ilusões
Lá,
deambulam os ecos das almas que se perderam na cegueira da ira.
JCE 04/2011
terça-feira, 15 de março de 2011
COMO FOI QUE DE NÓS NOS ESQUECEMOS
Como foi que de nós nos esquecemos?
Quando foi que nos deixámos possuir,
por outras emoções,
por outro rir,
que nos distanciou, logo a seguir?
Onde foi, amor, que nos perdemos,
calando os corações?
Poema de VITOR CINTRA, in "Nas Brumas da Magia"
Quando foi que nos deixámos possuir,
por outras emoções,
por outro rir,
que nos distanciou, logo a seguir?
Onde foi, amor, que nos perdemos,
calando os corações?
Poema de VITOR CINTRA, in "Nas Brumas da Magia"
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
FRUTO PROIBIDO
Um murmúrio que desperta os teus anseios
um olhar que te afaga as sensações
um resquício luminoso
de momentos só sonhados ...
um bailado de vontades impossíveis ...
Uma brisa de palavras encerradas
no segredo dos desejos reprimidos
um sabor amargo-doce
nos sorrisos receosos ...
Um sentir inconfessável que te abrasa e te magoa
um suspiro que esmorece ...
... te resigna
... te endoidece
nas batalhas que tu perdes contra ti
ao negares a evidência que te assalta
Um sonho breve ...
arrastado na passagem das areias
e deixado nas pegadas
que se extinguem
com o ritmo da maré ...
JCE 02/2011
um olhar que te afaga as sensações
um resquício luminoso
de momentos só sonhados ...
um bailado de vontades impossíveis ...
Uma brisa de palavras encerradas
no segredo dos desejos reprimidos
um sabor amargo-doce
nos sorrisos receosos ...
Um sentir inconfessável que te abrasa e te magoa
um suspiro que esmorece ...
... te resigna
... te endoidece
nas batalhas que tu perdes contra ti
ao negares a evidência que te assalta
Um sonho breve ...
arrastado na passagem das areias
e deixado nas pegadas
que se extinguem
com o ritmo da maré ...
JCE 02/2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
BASTA-ME A NOITE
Basta-me a noite amor
para o sorriso voltar
depois de perdido andar
nas horas que percorri
em solitário ardor
Basta-me a noite amor
para ver a luz brilhar
e repousar no calor
das conversas ao luar
Basta-me a noite, meu amor
para me pacificar
ao sentir o teu corpo amado
no aconchego dos meus braços
onde ele pertence, enleado
Basta-me a noite amor ...
JCE 02/2011
para o sorriso voltar
depois de perdido andar
nas horas que percorri
em solitário ardor
Basta-me a noite amor
para ver a luz brilhar
e repousar no calor
das conversas ao luar
Basta-me a noite, meu amor
para me pacificar
ao sentir o teu corpo amado
no aconchego dos meus braços
onde ele pertence, enleado
Basta-me a noite amor ...
JCE 02/2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
APENAS SENDO ...
Esqueci-me das ausências
quando me ausentei de ti
Pregões distantes sopraram nas nuvens
as chuvas passaram
e os dias continuaram, nos amanheceres
As noites repousam na tranquilidade
da minha alma
sem memórias de vidas distorcidas
apenas sendo ...
JCE 02/2011
quando me ausentei de ti
Pregões distantes sopraram nas nuvens
as chuvas passaram
e os dias continuaram, nos amanheceres
As noites repousam na tranquilidade
da minha alma
sem memórias de vidas distorcidas
apenas sendo ...
JCE 02/2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)
