Há pessoas marcantes.
Que nos mostram insuspeitas dimensões dos enganos que acolhemos sem reserva.
Há dores gestacionais.
Onde nascem respostas que cicatrizam erros extenuantes.
Há momentos determinantes.
Onde o futuro se encontra na ruptura com o passado.
Há o tempo.
E a serena aceitação da ordem que sucede ao caos.
E há a vida
renovada a cada dia, no sortilégio das manhãs que me abraçam ...
João Carlos Esteves, 4 de Novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
SORRISOS NO CREPÚSCULO
Ofegante
bebo os reflexos dos teus sorrisos
frescos como campos de amendoeiras em flôr
Aquietação da alma
embalada na simplicidade do momento
em que te alcanço
e adormeço as luzes
num sereno crepúsculo dos sentidos
JCE 10/2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
O DESÂNIMO DAS PALAVRAS
As palavras permanecem adormecidas
enrugadas pela espera
no silêncio abandonado da prisão do ser
Encostam-se, desanimadas
no regaço dos sentidos
anestesiados
como gotas desorientadas
numa bruma permanente
onde o sol se esqueceu de penetrar
As palavras tombam, enrugadas
como folhas secas, desoladas
pela ausência do sopro refrescante
da inspiração poema
JCE 09/2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
BALANÇO A UMA VOZ
O que restou
de batalhas travadas
em percursos de afirmação e procura?
Palavras esquecidas
(nas horas vestidas de abandono) ...
Vertigens de sentidos vorazes
(na expectiva da imortalidade) ...
Banquetes de migalhas insípidas
(tragadas com sofreguidão) ...
Vozes indistintas
(esbanjadas em melodias clandestinas) ...
O que restou
da raiva indigesta
nascida nas derrotas camufladas
em vitórias proclamadas?
Um lamento,
pelas vidas gastas em plágios rebuscados ...
Um sabor,
de cores desvanecidas no nevoeiro das ilusões ...
O ritmo incontrolável
da imutabilidade do tempo ...
A certeza dos destinos
imbuídos de incerteza ...
O que restou afinal
dos devaneios da alma?
A inevitabilidade
da prisão do ser
nos recônditos da sua mágoa...
JCE 09/2011
de batalhas travadas
em percursos de afirmação e procura?
Palavras esquecidas
(nas horas vestidas de abandono) ...
Vertigens de sentidos vorazes
(na expectiva da imortalidade) ...
Banquetes de migalhas insípidas
(tragadas com sofreguidão) ...
Vozes indistintas
(esbanjadas em melodias clandestinas) ...
O que restou
da raiva indigesta
nascida nas derrotas camufladas
em vitórias proclamadas?
Um lamento,
pelas vidas gastas em plágios rebuscados ...
Um sabor,
de cores desvanecidas no nevoeiro das ilusões ...
O ritmo incontrolável
da imutabilidade do tempo ...
A certeza dos destinos
imbuídos de incerteza ...
O que restou afinal
dos devaneios da alma?
A inevitabilidade
da prisão do ser
nos recônditos da sua mágoa...
JCE 09/2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
TEMPESTADE NA SERRA
“.../... E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido.”
(Haruki Murakami, in 'Kafka à Beira-Mar')
Cai o crepúsculo tempestuoso
na alma da serra
Ramagens fustigadas pelo vento dobram-se
em reverência
perante o poder da tormenta,
vontade insana sem emoção ...
Nuvens informes
correm selvaticamente velozes, projectando
sombras indecisas nos caminhos de terra
que sulcam as veredas da floresta
encolhida
Relutante,
a tempestade afasta-se
deixando a natureza exaurida
no sortilégio da renovação transportada nas águas
que se abateram no solo
Um suave véu de neblina instala-se
na ausência do vento
mordiscando os sentidos que se rendem
ao entorpecimento
das árvores exaustas
O verde da floresta mescla-se no cinzento da bruma,
perde-se em sombras
deslizantes na percepção embotada
Locais familiares
dão lugar ao incógnito
numa transmutação ilusória
forrada pelo manto húmido de ar denso
criando novas paisagens
na imaginação
Apenas a luz conseguirá conquistar
as imagens familiares
que adornam a alma da serra
pacificada
A serra adormece
ansiando a chegada da manhã
JCE 08/2011
domingo, 31 de julho de 2011
MOMENTOS INVENTADOS
Ondulante, na distância,
a praia estende-se num lençol de areia branca
Vejo-a
na languidez da margem oposta da foz
Dela emana um chamamento
uma voz que se perde
no esquecimento fatigado do tempo
As tuas pegadas
gravadas na voz de dias ausentes
marcaram os fios entretecidos de uma ilusão
que foi luta perdida
Hoje
a imagem difusa de um querer proclamado
visitou-me as palavras
como fantasma liberto nas planuras do silêncio
Recordações de momentos inventados
fugazmente revisitados
e largados ...
no abandono da inutilidade
JCE 07/2011
a praia estende-se num lençol de areia branca
Vejo-a
na languidez da margem oposta da foz
Dela emana um chamamento
uma voz que se perde
no esquecimento fatigado do tempo
As tuas pegadas
gravadas na voz de dias ausentes
marcaram os fios entretecidos de uma ilusão
que foi luta perdida
Hoje
a imagem difusa de um querer proclamado
visitou-me as palavras
como fantasma liberto nas planuras do silêncio
Recordações de momentos inventados
fugazmente revisitados
e largados ...
no abandono da inutilidade
JCE 07/2011
domingo, 24 de julho de 2011
... TALVEZ
... talvez o mar me acolha o cansaço
no seu leito de espuma e esquecimento
e o transporte docemente no regaço
eternizando a melodia de um momento ...
... talvez as ondas se inclinem num lamento
abafado pelas ilhas de sargaço,
arrastado nas pegadas deste vento
como amantes no silêncio de um abraço ...
... talvez o infinito se abrigue neste espaço
onda voga livremente o pensamento
inflamado pela sugestão de um traço
onde jorra em profusão o sentimento ...
JCE 07/2011
no seu leito de espuma e esquecimento
e o transporte docemente no regaço
eternizando a melodia de um momento ...
... talvez as ondas se inclinem num lamento
abafado pelas ilhas de sargaço,
arrastado nas pegadas deste vento
como amantes no silêncio de um abraço ...
... talvez o infinito se abrigue neste espaço
onda voga livremente o pensamento
inflamado pela sugestão de um traço
onde jorra em profusão o sentimento ...
JCE 07/2011
LÁGRIMA
Nunca soube
quantos sonhos partiram
quantos desejos sucumbiram
quantos dias hesitaram
quantos momentos se esfumaram
na indefinição de uma lágrima
JCE 07/2011
quantos sonhos partiram
quantos desejos sucumbiram
quantos dias hesitaram
quantos momentos se esfumaram
na indefinição de uma lágrima
JCE 07/2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
REFLEXO IMPERFEITO
Prendeste o teu olhar em mim ...
Viste nos meus olhos o mistério dos silêncios
mas neles não vislumbraste o oceano adormecido
nem os rios que o beijam em devoção
Não percebeste o cintilar da minha noite
nem a vontade que desponta na alvorada
apenas viste as nuvens que percorrem os meus dias
e que projectam sombras
nos sorrisos que se atrevem
Olhaste-me
sem veres as ilhas que abraçam o meu mar
nem as falésias que lhe acalmam o furor
Guardaste em ti
um reflexo imperfeito ...
JCE 07/2011
Viste nos meus olhos o mistério dos silêncios
mas neles não vislumbraste o oceano adormecido
nem os rios que o beijam em devoção
Não percebeste o cintilar da minha noite
nem a vontade que desponta na alvorada
apenas viste as nuvens que percorrem os meus dias
e que projectam sombras
nos sorrisos que se atrevem
Olhaste-me
sem veres as ilhas que abraçam o meu mar
nem as falésias que lhe acalmam o furor
Guardaste em ti
um reflexo imperfeito ...
JCE 07/2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)

