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fico suspenso na expectativa

de um pensamento que rasgue o tempo

e me traduza o sonho das árvores



domingo, 31 de julho de 2011

MOMENTOS INVENTADOS

Ondulante, na distância,
a praia estende-se num lençol de areia branca

Vejo-a
na languidez da margem oposta da foz

Dela emana um chamamento
uma voz que se perde
no esquecimento fatigado do tempo

As tuas pegadas
gravadas na voz de dias ausentes
marcaram os fios entretecidos de uma ilusão
que foi luta perdida

Hoje
a imagem difusa de um querer proclamado
visitou-me as palavras
como fantasma liberto nas planuras do silêncio

Recordações de momentos inventados
fugazmente revisitados
e largados ...
no abandono da inutilidade


JCE 07/2011

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