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fico suspenso na expectativa

de um pensamento que rasgue o tempo

e me traduza o sonho das árvores



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

SENTIR DO ÉDEN

Tenho entranhado no corpo
o odor flutuante
da tua pele
que se espalhou
inebriante
na suave claridade
que afaga o leito
onde te tive,
onde me dei

num quarto pejado
de paixão e ardor,
incapaz de conter
a explosão do nosso querer,
aflorei as sensações
do teu sentir de mulher

descobri meu corpo
em ti
inverti teu corpo
em mim
na penumbra projectada
pela janela onde o luar
se estreitou
e se espraiou

seria assim
o sentir do Éden?

Fechei a porta do quarto
encerrei nele o luar,
o odor da paixão,
o ardor.
Retive nele
as memórias de ti.


JCE 05/2010

5 comentários:

  1. Felicidades. Voltarei com mais tempo.

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  2. Belo poema de amor!
    O Eden será sempre aquele cantinho onde recebemos e damos, em troca, o tal pedacinho de alma que nos completa e nos faz sonhar acordados, ter a cabeça no planeta mais longinquo de um qualquer sistema solar, ver o objecto do nosso amor sempre vestido de pétalas e a sua boa em forma de beijo, sempre a sorrir para nós!
    Tão ao meu gosto, João!
    Muito bom. Beijinhos.
    Vou passar por cá sempre.

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  3. Não sei fazer poemas de amor, mas sei senti-los. Muito bonito e muitos parabéns. Beijo

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  4. Um belo poema de amor/entrega onde está tudo dito...e tudo se sente!

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  5. "Eden é aquele pedaço de vida em que nos disfrutamos, e nada mais existe no mundo, apenas o amor que nos temos e que nos alimenta"

    Grato pelos vossos comentários.

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